Minha vida é construída por fracassos, por que eles, que me fazem ver o quão pequeno e falho sou, ajudam-me a depender dos outros!
Quando fracasso, estou ao chão, caído derrubado por aquilo que mais investi, e que foi o que me tombou; necessito da mão do proximo para me levantar.
Quando estou em pé, a mão do próximo se torna alheia, desnecessária, torno-me auto-suficiente, mostrando que dependo de mim mesmo para escalar as grandes montanhasa da vida, mas novamente esqueço que o que faz o homem tropeçar e cair são as pequenas pedras do caminho e não as grandes montanhas.**
Se estivesse em meu caminho com a mão amiga me apoiando, essas pequenas pedras que geram grandes tombos, teria a possibilidade de resvalar e não cair, mas considerei aquela mão amiga que me ajudou a levantar do meu fracasso, uma mão alheia.
E mesmo assim caído, fracassado, com feridas na alma, a mão que chamava de alheia se estendeu, humilhado, fiz de conta que não a vi, mas mão amiga me tocou, e então percebi que com o individualismo, não se tem como prosseguir nesta tão linda e pedregosa estrada da vida!
Os fracassos do meu dia-a-dia me fazem crescer em minha humanidade!
Anderson Menger
** Citação de Augusto Cury