
Percorro caminhos, que imaginei não existirem, que pensava que eram apenas ilusões.
Caminhos que me levam para mais perto de mim, conhecendo assim quem mais temo, o meu ‘eu desconhecido’.
A cada esquina cruzada, a cada pedra chutada, descubro o meu ‘eu’; difícil é a única palavra que consigo sussurrar, o meu pavor é tangível!
A paisagem que os cercam, são as imagens que sempre quis apagar na minha consciência e neles elas têm vida;
Quando entrei nessa estrada, pensei que era forte mas descobri que sou o mais fraco entre os homens, pensei que era sábio mas descobri que minha tolice impossibilita a presença de sabedoria!
Ahh! Como eu queria esquecer tudo isso e calar minha consciência, mas isso não é possível por que ela já foi despertada.
Mas seguindo a estrada me deparei com algo que turvou a lógica, falando que toda minha divida estava paga, o que semeado eu iria colher, mas a culpa já havia sido retirada.
Anderson Menger
Coluna: 2/12/2009