Uns afirmam não ter, mas cheiram a ela, outros orgulhosamente afirmam ter!
Como um câncer, ela domina e se espalha provocada sempre pelo desejo egocêntrico de querer mais, como uma sanguessuga que se grudou num hospedeiro, e não vai largá-lo até ter sugado o máximo possível de sangue, estando quase a estourar.
Como Pahóm, personagem de Leon Tolstoi, em A terra que precisa um homem, no seu desenfreado desejo de ter mais terras acabou perdendo a vida.
A ganância leva a morte, física, psíquica e espiritual.
Este desejo desenfreado de ter tem levado pessoas, que muitas vezes são nossos próximos ao fundo do poço. O que precede a ganância é o orgulho, que produz o desejo de ter mais que o próximo. Tornando a vida em comunidade uma grande besteira, ao qual se tem em mente que não precisas de ninguém para poder alcançar seus objetivos, pessoas deixam de serem humanos, amigos, vizinhos e passam a ser meios pelos quais eu posso alcançar aquilo que minha ganância deseja. E depois de utilizar destes “meios”, eles são descartados, e é assim que a solidão começa a rondar os gananciosos.
Os gananciosos têm 10, 100, 1.000 vezes mais do que precisariam para viver, se dizem ricos, mas sempre querem mais; tem tudo, porém morrerão pobres, de alma!
Desejo a você a vida simples, o anonimato, a saúde tanto física quanto psíquica, uma vida em comunidade, aprendendo com aqueles que são simples, e lutam contra a ganância.
Anderson Menger
andermenger@ig.com.br