quarta-feira, 28 de julho de 2010

As Dificuldades, as esperas e a infância


Quando acordo penso nos problemas que terei que enfrentar na jornada do dia que está a começar; na realidade já começou á um tempo, mas levanto ás 07h30min; então na minha tradicional rotina, salto da cama pego minhas roupas e corro para o santo banho do dia, ao chuveiro tento cantarolar, mas as cordas vocais não parecem querer acordar, então novamente um pensamento me assalta, as dificuldades que terei que enfrentar. E muitas vezes nesses pensamentos me dá vontade de ser criança novamente, pois naquela época a única dificuldade era ir á escola.

Após o banho, olho o relógio e vejo que o banho demorou bem mais que dez minutos, foram mais de meia hora, que se passaram como se fossem três minutos. Agora as preocupações aumentam se vestir, arrumar o cabelo, escovar os dentes, colocar as lentes, e não chegar atrasado. O coração dispara numa batida rápida fazendo a adrenalina pelo corpo circular, na correria me visto sem perceber muito se está combinando o casaco com a calça, arrumo cabelo a moda cafuné, escovo os dentes e parto para colocar minhas lentes. Cerimônia terminada!

Saio correndo desço o morro onde moro e subo pela para chegar à estrada aonde terei que pegar o ônibus, ao chegar à parada sou obrigado a esperar; poucas coisas nos fazem esperar, uma delas é o ônibus. Ao chegar tento ser educado dando preferência para os outros entrarem no ônibus, sendo ultimo a entrar me arrependo, o ônibus acabou de lotar os bancos; na viajem de arranca e para me lembro da infância onde se tivesse que ir num lugar ‘o pai’ levaria; á estava me esquecendo outra coisa que nos faz esperar é o transito. E nessa viajem que provavelmente demoraria dez minutos de caro, lá se vão trinta minutos, e senão me falhe a minha matemática, já são quarenta minutos a mais.

Chego ao trabalho, papeladas para por em ordem, telefonemas a fazer, problemas a resolver, mas nisso já estou quase um “expert”, são tantos todos os dias. Muitas vezes minha mente sofre pequenos blecautes, fazendo-me viajar nos tempos que não tinha que enfrentar as dificuldades da vida de adulto.

São dezoito horas e estou novamente no meu ponto de espera, o ônibus lotado vem no sentido centro-bairro, quando embarco percebo que está mais lotado que de costume. O ônibus fez a curva e na próxima parada para mim é o final da linha, desço do ônibus, e subir o morro novamente, ao subir com as pernas cansadas, mais pensamentos invadem a mente sem sequer pedir licença, mas enfim mais um dia está terminando, entro em casa, sinto-me protegido como uma criança nos braços de seu pai.

Hora de dormir, já são quase uma hora do dia seguinte, ao deitar na cama repasso o dia em pequenos flashes, torcendo para que as cenas que hoje se passaram não se repitam, e torcendo que os flashes da minha infância retornem.

No final só restam perguntas, será que isso um dia vai mudar? Vou encontrar alívio ao acordar? E a pior das perguntas de um homem invade a minha mente: será que poderei criança novamente me tornar!

Aff! Cansado desse frenesi!

Anderson Menger

andermenger@ig.com.br

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Escritores da História


Há histórias que nos comovem, existem aquelas que nos deixa com raiva como aquelas que nos fazem dar boas risadas. Mas me pergunto e a minha história o que ela faz comigo? Faz-me chorar, ficar louco da vida com ela ou parece ser mais uma piada?

A nossa história é escrita por nós, mesmo que não fique arquivada em grandes volumes de famosas bibliotecas, cada história é um best-seller. Já somos grandes escritores por termos escrito a nossa introdução em nove messes, depois dividimos o nosso livro em partes, 1ª parte – infância, dividida em capítulos descrevendo cada etapa da história em mínimos detalhes, 2ª parte – Pré-adolescência, e assim sucessivamente.

Como escritores temos nos esforçado a não passar nem um dia sem escrever, não deixar de viver; mas muitos pelo caminho da escrita desistiram de escrever, preferiram fechar a pagina e parar de escrever, obras que ficarão guardadas, muitas vezes até lembradas por escritores amigos, que nunca haviam percebido a depressão do amigo que achava que não valia mais a pena escrever.

Há historias que é somente a introdução, mesmo sendo poucas paginas fazem um grande sucesso, como há outras, que demoram mais de cem anos para serem escritas. Há também historias que chegam à segunda parte e tem uma breve conclusão outros já estão escrevendo sua conclusão há anos só que o fim nunca chega.

Histórias que não são apenas um romance e sim uma miscelânea de estilos e tipos e estilos; os escritores não conseguem conter a empolgação da escrita e vão do drama á comédia, do romance á guerra, do clássico ao contemporâneo.

Mas há outros ainda que por um tempo parassem sua história e estão praticamente vivendo a história de outros, mas quando retornarem a escrever saberão que ficou muita coisa para trás, a nossa história precisa ser escrita, onde os escritores e atores principais somos nós!

Portanto escrevo minha história nas paginas da vida, á qual mesmo após a conclusão ninguém conseguirá apagar, e nas estantes das bibliotecas de meus amigos sempre estará presente para se lembrarem deste anônimo escritor da história, que fez da vida a mais bela obra que podia.

Anderson Menger

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Pensamentos Sobre o Silêncio


A pedidos da @Kell_fonseca pensei alguma coisa sobre o silêncio; então a seguir 7 pensamentos.

1º - O silêncio é o único que consegue entender o motivo de seu silêncio!

- Quando estamos em silêncio, procurando a quietude para afagar a nossa alma, ninguém a nossa volta consegue entender o motivo do nosso jejum de palavras.

2º - O silêncio é a pior arma usada contra os tagarelas!

- A única maneira de vencer um tagarela é não usando a arma dele, o muito falar, o silêncio para o tagarela é como um canhão ultra-sonoro.

3º - Há perguntas que só o silêncio poderá responder.

- Na nossa vida são tantas as questões que temos, que nunca conseguimos parar para refletir sobre elas.

4º - A única maneira de conhecer a si mesmo é em silêncio!

- Muitos procuram entender sua existência buscando respostas em diversos lugares e religiões, mas no momento que silenciamos conseguimos entender quem somos.

5º - O que tem medo de si odeia ficar sozinho em silêncio!

- A solicitude é uma estratégia usada por muitos para alcançar a paz interior, mas muitas pessoas têm a consciência tão pesada, que ficam com medo dela utilizar o silêncio para esfacelar a sua alma.

6º - O silêncio é um exercício para alma!

- Como já falei o silêncio é usado por muitos como um exercício para alma, para tranqüilizar o coração nos dias agitados, para refletir nos problemas e nas decisões tomadas, fazendo-nos crescer com os acertos e erros de nossa vida.

7º - Quando os ‘pacificadores’ entenderem o poder do silêncio, diminuirão as guerras!

- As guerras que vemos hoje não nos impressionam mais, os que deveriam promover a paz, encaminhados pela ONU, só incitam mais a destruição, ninguém escuta ninguém, centrados no seu orgulho e egoísmo, lutam para manter o seu ideal, nem cogitando quantos morreram ao final!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Promessas




Prometi para mim mesmo que escreveria no mínimo uma vez por dia, isso faz uns trinta dias, no primeiro dia de promessa me empolguei escrevi dois textos e os publiquei em meu blog, no segundo escrevi mais um texto, no terceiro lutei para escrever três parágrafos, e no quarto nem consegui completar os cento e quarenta caracteres do twitter. Venho nesse dilema de querer e não conseguir cumprir a promessa feita a mim mesmo.

Não sei o que falta se é inspiração, criatividade ou até força de vontade. Falta de força de vontade não é, pois todo dia sento na frente do computador e começo aquele gostoso ritual, a começar pelo estabilizador e terminar por aquele documento em branco de Word 2007 em minha frente, digito poucas palavras, mas logo desisto desse processo e no X logo clico.

E assim vivo meus dias de desilusões próprias, de promessas não cumpridas. Ao escrever aqui esse texto começam a borbulhar em minha mente promessas que fiz e não cumpri nem a mim nem aqueles ao qual prometi. Me recordo como se fosse hoje, de um dia me despedindo da minha avó que morava no interior, respondendo afirmativamente ao pedido dela de ir mais a sua casa para conversarmos. Mas na correria do dia-a-dia os messes se passaram, e esquecendo fui da minha promessa, quando dela lembrei já era tarde no esquife já estava.

Quando realizamos uma promessa há euforia, quando lembramos que não a realizamos há melancolia! Por isso tomei uma posição, prometer o mínimo possível para que possa viver sem a tristeza de não ter realizado aquilo prometi!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Amor


Palavra conhecida por todos, mas vivida por poucos. Todos o desejam, mas, poucos o têm!

Mulheres sonham com o dia que o encontrão, outras crêem que não mais o encontrarão; amor que está próximo, coadjuvante se torna na vida real. Quando o amor é coadjuvante rebaixado é de ator principal, passou para coadjuvante e o seu triste final será figurante. O amor figurante deixa de ser amor, e passa ser lembrança do sentimento que já se foi, do calor que se esfriou.

O amor figurante é fake, falso. O verdadeiro amor não consegue viver nas travessas do anonimato. O amor principal vive o seu êxtase nos anônimos, naqueles que não são lembrados, que são figurantes de um filme onde ele é o ator principal; mas o amor figurante vive apenas nas idéias daquele e/ou daquela que se acha o principal.

Amor é ação, bem como reação. A pessoa que ama reage, não fica paralisada. O amor é drama, é dor, é sofrer, por isso muitos preferem apenas a lembrança dele. O amor é comédia, onde o feio se torna bonito, onde o chato passa a ser comunicativo, onde a tristeza dá lugar para alegria. O amor é romance, ligação de duas pessoas buscando descobrir junto algo que as une; é ficar bobo mesmo sendo centrado, é ser adolescentes mesmo com os cabelos brancos ou até sem eles; é compromisso, é respeito e amizade.

O amor é ação, é drama, é comédia e é romance. Mas a falta dele é o terror!

Anderson Menger

[Quer falar comigo -> andermenger@ig.com.br]

sábado, 26 de junho de 2010

O que esperar?

O que esperar de uma sociedade que vive alucinada na sua competitividade?

O que esperar de pessoas que vivem como se fossem as únicas no mundo?

O que esperar de instituições que em sua originalidade eram para o bem social e se tornaram empresas capitalistas?

O que esperar de um governo que era para promover justiça, mas produz injustiça e impunidade?

O que esperar daqueles que eram para promover a paz, mas seus corações são maldosos?

O que esperar de religiosos, que não cumpre a sua religião, de ajudar o próximo?

O que esperar do amanhã se não estou conseguindo nem suportar o hoje?

Esperar muitas vezes é crer no imaginável, é sonhar acordado, é viver!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Quando chegar ao Céu...

Quando ao céu chegar à primeira pergunta que farei é por que os bons sofrem, porque acontecem tragédias com aqueles que se cuidam, porque a vida é tão traiçoeira com aqueles que a sempre amaram.

Quando lá chegar perguntarei o porquê de tantos desastres e catástrofes, não que eu já não pergunte, olhando para o céu, com os olhos encharcados de lágrimas; mas por algum motivo Ele não quis me responder, algumas convicções tenho que acontecimentos como este servem para ajudar o próximo, para ver em que nível se encontra o que eu falo, se são apenas palavras ou palavras transformadas em ações.

Perguntarei se o propósito Dele era esse mesmo de haver pobres e ricos, ou se homem com seu câncer chamado orgulho gerou essa desigualdade; sei que hoje pessoas necessitadas existem, para que nós passamos exercer o amor, mas será que o nosso próximo precisa sofrer para demonstrarmos o Amor?

Para tantas perguntas sei que serei uma das respostas, vivendo cada dia em favor daqueles que são meus companheiros nessa breve caminhada.

Anderson Menger