segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A dor da mudança


No meu dia-a-dia converso com muitos homens e mulheres, em grande parte pessoas que tinham tudo, mas hoje não tem nem onde dormir, estão entregues aos vícios e as circunstâncias da vida. No meu bate-papo com eles sempre procuro despertar a consciência deles para perceber a situação que estão, mas eles preferem continuar nessa dura vida de um morador de rua.

Estava pensando comigo e me questionando qual seria o motivo de pessoas que estão numa situação complicada não quererem uma mudança. Quando pensamos em mudança lembramos trabalho, desmontar e montar, nisso acabamos sempre perdendo algumas coisas; também vem a lembrança de dor nas costas, por causa do esforço que fizemos; então as palavras que mais se parecem com mudança na realidade são trabalho e dor.

Trabalho ninguém gosta de passar, mas dor, ninguém gosta de ouvir essa palavra muito menos sentir.

Na nossa sociedade, na nossa família e em nossa vida não acontecem mudanças porque temos medo da dor que isso causa e do transtorna que vai nos fazer passar. Tantas coisas a sociedade precisa mudar, mas não muda porque a dor de abrir mão de algo nos pesa a consciência. Mas nos esquecemos que passaremos pela dor da perda se não passarmos pela dor da mudança. Um exemplo bem claro disso é o nosso meio ambiente que já começa dar seus pequenos sinais de esgotamento, e quando estivermos passando pela dor da perda de um sistema ecológico perfeito, lembraremos que tivemos a oportunidade de mudá-lo, mas o comodismo não nos deixou realizá-lo.

Mudanças são necessárias hoje, para que no futuro não nos arrependamos de não ter tomado-as há tempo. Toda mudança que não é realizada hoje por causa do medo da dor inflacionará e a dor da mudança não realizada sempre será maior.

Mude hoje, supere seus medos, supere a dor, para que a dor da perda por causa de uma mudança não realizada não seja maior.

Mude hoje, viva o amanhã!

Anderson Menger

andermenger@ig.com.br

Imagine!


Pensamentos quem os conseguirá conter? Quanto mais tentamos não pensar em algo é nisso que estamos sempre pensando. Nossa mente é incrível, mesmo sendo nossa ainda não conseguimos entende-la. Pensamentos, duvidas, aflições, imagens, posições, tudo isso aqui dentro parecendo estar tudo misturado e arrumado ao mesmo tempo.

Pensar, imaginar faz parte da nossa vida. Falamos o que pensamos, claro não falamos tudo porque se disséssemos tudo, ficaríamos sem nada. Imaginamos o além, com os pensamentos e a criatividade conseguimos pensar e criar imagens do abstrato, daquilo que opera numa outra esfera.

Então pense, imagine:

- Num mundo onde não existiria sons.

(Você já pensou alguma vez assim, “quando essa pessoa vai parar de falar?”)

- Num mundo onde não existiria chuva.

(Já que reclamamos sempre quando a chuva vem para nos visitar e fica mais que dois dias).

- Num mundo onde não existiria o verão.

(Porque sempre reclamamos do calor).

- Num mundo onde não existiria o inverno.

(Já que sempre reclamamos do frio).

[Foi bom o exercício?]

Pensamos em tantas coisa, mas nem sempre imaginamos como seriam. Sonhos e desejos, não são criados apenas com pensamentos, mas com toda nossa imaginação!

Pense, mas nunca fale tudo que pensas; sonhe, mas nunca fale tudo que imaginas!

Anderson Menger

andermenger@ig.com.br

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Quando Palavras Não Bastam


Você já passou por uma situação que suas palavras não adiantariam nada?

Bem eu já passei por várias; o que dizer para uma mãe que acabou te enterrar seu filho adolescente que morreu por uma bala perdida?

Ou o que dizer a mulher que perdeu seu marido, ficando sozinha no mundo com seus quatro filhos ainda pequenos para criar?

O nosso “sinto muito”, “meus pêsames”, adiantam em alguma coisa, consolam o coração dilacerado pela dor da perda?

Estou chegando à conclusão que diante da dor nossas palavras não possuem efeitos amenizadores, tudo que nós podemos dizer não vai aliviar ou tirar a dor padecendo. Palavras são muito importantes em cerimônias, em eventos cívicos, mas na hora que a parte emocional fala mais alto as palavras se tornam mudas.

O que fazer então para consolar alguém que teve uma perda de um próximo? Fique perto, abrace, demonstre seu carinho em gestos e ações que nessa hora falam mais alto que qualquer palavra. A solidão é o pior castigo de uma pessoa que perdeu seu ente querido, então não a deixe sozinha, abrace-a mostrando que você está com ela nessa situação, mostre-se parceiro nessa hora de dor, são as melhores maneiras de expressar seu carinho por essa pessoa.

“Sinto Muito”, “Meus Pêsames” são frases muito frias para se dizerem a pessoas que estão passando pelo lado frio da vida, a morte de um querido, procure aquecer o coração do que sofre, não deixando que o desgosto pela vida os contamine. Deixe-a usar a sua camisa como um lenço, encharcá-la como uma toalha, por que é melhor a lágrima chorada do que a escondida.

Em momentos de dor ações falam mais alto que as palavras, pense nisso!

Ander[son] Menger

andermenger@ig.com.br

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Realização de um sonho e a prisão


Quanto vale a realização de um sonho?

Muitos gritariam -“Minha vida”.

Sonhar é algo natural, todos sonham! Com uma vida melhor, com uma viagem, com uma mulher ou homem; sempre há algo dentro de nós que nos leva a imaginar e desejar algo. Mas a grande diferença está no quanto nos esforçamos para realizar isso e como realizamos.

Muitos ao sonhar com algo se tornam egoístas, pensam somente no seu ideal a onde desejam chegar e correm atrás não importando se passarão por cima dos que estão perto dele, ou defraudando pessoas simples como ele. Como a menina canadense que inventou ter câncer para arrecadar fundos para fazer sua viajem a Disney e realizar seu sonho de conhecer o mundo encantado de Walt.

Há outros que se tornam humildes e simples na busca de seus sonhos ao invés do egoísmo, partilham seus sonhos e desejos com os que estão a sua volta. Preferem a parceria a o egoísmo porque entenderam que os nossos sonhos, mesmo os mais pessoais, não são realizados sozinhos.

Aqueles que usam de artimanhas egoístas para realizar seus sonhos, sempre acabam reféns delas. Um sonho conquistado dessa forma trona-se em um grande tormento!

Então decida escolher os caminhos certos para alcançar o sonho de sua vida, e não esqueça de enriquecer esses caminhos com pessoas que vão ajudá-lo nos momentos mais difíceis dessa jornada!


Anderson Menger

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O fracasso...


Quem nunca fracassou? Quem nunca errou? Quem nunca se decepcionou? São tantos indagações do estilo “quem nunca” que ficamos deprimidos só de relembrar nossos fracassos e decepções.

Fracassar é uma arte que todos ‘cometem’, mas poucos a desenvolvem; fracassar é humano, é uma coisa natural, quando passamos a existir, logo passou a existir o fracasso. Com os primeiros humanos, com os grandes exércitos, e os primeiros grandes chefes de estados, o fracasso sempre esteve presente.

Se há uma coisa que todo ser humano, desde aqueles que já viveram á milhares de anos e também aqueles que virão depois de nós, tem que conviver é com o fracasso. Muitos já tentaram escapar tentando criar formulas milagrosas contra este “mal”. E todos fracassaram.

Um dos maiores assassinos é o fracasso, gera milhões de suicídios , além de ser um dos maiores depressivos.

Quando falo do fracasso como uma arte a ser desenvolvida não estou declarando que temos que fracassar por vontade própria, por que ninguém é tão louco a ponto de sentir prazer no seu próprio fracasso. Mas sim que temos que aprender a tirar de cada situação de fracasso o melhor ensino para podermos alcançar a nossa realização.

Temos que aprender que a busca desenfreada pelo sucesso sempre será um fracasso, que o fracasso é o único que nos levará ao sucesso de termos uma vida digna, de amor e respeito. Quando fracassamos nosso orgulho é quebrado, as paredes vão a ruína , e todos que estão a nossa volta percebem quem nós somos realmente. Mas muitos por não entenderem o fracasso acabam construindo muralhas ao redor de si.

Hoje há muitas definições de fracasso e sucesso no mundo, em qualquer área se fala dessas duas palavras, com definições tão amplas. Mas para cada um de nós elas tem um significado singular, nós sabemos quando estamos fracassados ou fomos bem sucedidos.

Quando você conseguir entender seus fracassos conseguirá os seus sucessos!

Anderson Menger

andermenger@ig.com.br

quarta-feira, 28 de julho de 2010

As Dificuldades, as esperas e a infância


Quando acordo penso nos problemas que terei que enfrentar na jornada do dia que está a começar; na realidade já começou á um tempo, mas levanto ás 07h30min; então na minha tradicional rotina, salto da cama pego minhas roupas e corro para o santo banho do dia, ao chuveiro tento cantarolar, mas as cordas vocais não parecem querer acordar, então novamente um pensamento me assalta, as dificuldades que terei que enfrentar. E muitas vezes nesses pensamentos me dá vontade de ser criança novamente, pois naquela época a única dificuldade era ir á escola.

Após o banho, olho o relógio e vejo que o banho demorou bem mais que dez minutos, foram mais de meia hora, que se passaram como se fossem três minutos. Agora as preocupações aumentam se vestir, arrumar o cabelo, escovar os dentes, colocar as lentes, e não chegar atrasado. O coração dispara numa batida rápida fazendo a adrenalina pelo corpo circular, na correria me visto sem perceber muito se está combinando o casaco com a calça, arrumo cabelo a moda cafuné, escovo os dentes e parto para colocar minhas lentes. Cerimônia terminada!

Saio correndo desço o morro onde moro e subo pela para chegar à estrada aonde terei que pegar o ônibus, ao chegar à parada sou obrigado a esperar; poucas coisas nos fazem esperar, uma delas é o ônibus. Ao chegar tento ser educado dando preferência para os outros entrarem no ônibus, sendo ultimo a entrar me arrependo, o ônibus acabou de lotar os bancos; na viajem de arranca e para me lembro da infância onde se tivesse que ir num lugar ‘o pai’ levaria; á estava me esquecendo outra coisa que nos faz esperar é o transito. E nessa viajem que provavelmente demoraria dez minutos de caro, lá se vão trinta minutos, e senão me falhe a minha matemática, já são quarenta minutos a mais.

Chego ao trabalho, papeladas para por em ordem, telefonemas a fazer, problemas a resolver, mas nisso já estou quase um “expert”, são tantos todos os dias. Muitas vezes minha mente sofre pequenos blecautes, fazendo-me viajar nos tempos que não tinha que enfrentar as dificuldades da vida de adulto.

São dezoito horas e estou novamente no meu ponto de espera, o ônibus lotado vem no sentido centro-bairro, quando embarco percebo que está mais lotado que de costume. O ônibus fez a curva e na próxima parada para mim é o final da linha, desço do ônibus, e subir o morro novamente, ao subir com as pernas cansadas, mais pensamentos invadem a mente sem sequer pedir licença, mas enfim mais um dia está terminando, entro em casa, sinto-me protegido como uma criança nos braços de seu pai.

Hora de dormir, já são quase uma hora do dia seguinte, ao deitar na cama repasso o dia em pequenos flashes, torcendo para que as cenas que hoje se passaram não se repitam, e torcendo que os flashes da minha infância retornem.

No final só restam perguntas, será que isso um dia vai mudar? Vou encontrar alívio ao acordar? E a pior das perguntas de um homem invade a minha mente: será que poderei criança novamente me tornar!

Aff! Cansado desse frenesi!

Anderson Menger

andermenger@ig.com.br

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Escritores da História


Há histórias que nos comovem, existem aquelas que nos deixa com raiva como aquelas que nos fazem dar boas risadas. Mas me pergunto e a minha história o que ela faz comigo? Faz-me chorar, ficar louco da vida com ela ou parece ser mais uma piada?

A nossa história é escrita por nós, mesmo que não fique arquivada em grandes volumes de famosas bibliotecas, cada história é um best-seller. Já somos grandes escritores por termos escrito a nossa introdução em nove messes, depois dividimos o nosso livro em partes, 1ª parte – infância, dividida em capítulos descrevendo cada etapa da história em mínimos detalhes, 2ª parte – Pré-adolescência, e assim sucessivamente.

Como escritores temos nos esforçado a não passar nem um dia sem escrever, não deixar de viver; mas muitos pelo caminho da escrita desistiram de escrever, preferiram fechar a pagina e parar de escrever, obras que ficarão guardadas, muitas vezes até lembradas por escritores amigos, que nunca haviam percebido a depressão do amigo que achava que não valia mais a pena escrever.

Há historias que é somente a introdução, mesmo sendo poucas paginas fazem um grande sucesso, como há outras, que demoram mais de cem anos para serem escritas. Há também historias que chegam à segunda parte e tem uma breve conclusão outros já estão escrevendo sua conclusão há anos só que o fim nunca chega.

Histórias que não são apenas um romance e sim uma miscelânea de estilos e tipos e estilos; os escritores não conseguem conter a empolgação da escrita e vão do drama á comédia, do romance á guerra, do clássico ao contemporâneo.

Mas há outros ainda que por um tempo parassem sua história e estão praticamente vivendo a história de outros, mas quando retornarem a escrever saberão que ficou muita coisa para trás, a nossa história precisa ser escrita, onde os escritores e atores principais somos nós!

Portanto escrevo minha história nas paginas da vida, á qual mesmo após a conclusão ninguém conseguirá apagar, e nas estantes das bibliotecas de meus amigos sempre estará presente para se lembrarem deste anônimo escritor da história, que fez da vida a mais bela obra que podia.

Anderson Menger