terça-feira, 14 de junho de 2011

O casamento acaba com o amor #fakesdoamor


Muitos dizem que o casamento acaba com amor, até fizeram um filme, chamado ‘separados pelo casamento’. Falam que o casamento é uma droga letal ao amor onde os que estão enamorados a desejam, mas depois de a ingerirem sofrem de suas conseqüências letais.

Uns que tem medo de experimentar essa droga na sua dose maior, então preferem "morar juntos", dizendo que o que estraga o casamento é o formalismo de uma união. Mas a droga num nível bem menor parece ser ainda letal. Então outras pessoas decidem viver juntas, mas separadas. Vivem um romance, mas não conseguem viver na mesma casa. Dizem que o que estraga é a rotina do dia-a-dia.

Mas será que o casamento é mesmo essa droga toda? Ou mais, será que o casamento é a droga ou seriam outras coisas que o envolvem? Na minha recente experiência dessa droga que chamam de letal
, o casamento tem sido espetacular, mas muitos dizem que é assim, no começo a sensação dessa droga é de felicidade, mas logo se torno um tormento insustentável.
Para mim casamento não é uma droga, sim um remédio para vida dos homens e mulheres que nesse planeta vivem. O problema que todo remédio pode se tornar uma droga se não for usado de maneira correta.
O casamento não existe para um mandar no outro, e sim para ajudá-lo e servi-lo. Não existe para nós declarar proprietários de uma pessoa, mas para dizer que somos dessa pessoa. O casamento não serve para satisfazer meus desejos e sim para satisfazer o outro.
Por isso que muitos falam que o que acaba com o amor é o casamento, mas lhe garanto que a única coisa que nos faz casados é o amor, que é em si muito maior que o casamento, é a união de duas pessoas que se amam e que entenderam que amar é servir, que amar é uma decisão diária.
Casamento é a conseqüência do amor, o fim dele demonstra que o amor já se foi a tempo!

Anderson Menger
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#FakesdoAmor é uma serie de textos escritos falando sobre algumas mentiras que acreditamos referentes ao amor, desmistificando o amor!

domingo, 12 de junho de 2011

Quando dá branco [Aprendiz de escritor#4]


Como é difícil!
Quando tudo em branco fica. Eu tinha tudo na minha mente, tinha pensado o dia inteiro no que escreveria, já havia bolado personagens, lugares e falas; mas agora no momento H, tudo desaparece, na realidade parece que nada nunca existiu.

Como é difícil, a sensação de impotência é frustrante, tudo que você planejou o dia inteiro some e desaparece. O branco não avisa quando vai chegar, bem como não se importa se você havia feito um rascunho ou não.

Rascunho, a arte de anotar tudo que se passa pela mente (uma idéia não desenvolvida), essa é a minha salvação, vou ter que aprender a desenvolver anotações de minhas idéias, de minhas loucuras, mesmo que elas não se tornem alguma coisa um dia. Mas estarão lá, presentes, esperando o momento que o branco aparecer, para entrarem em ação.

Hoje escrevo usando 'memórias fragmentadas', que juntas não dão um terço daquilo tudo que pensei. São frases que não se juntam, e quando são obrigadas a se juntarem assim fazem sem sentido algum. Os parágrafos se parecem com textos isolados, como se um tratasse sobre política e outro sobre moda.

Quando dá um branco, a opção é o famoso 'encher lingüiça', mas encher do que? Se o branco é comparado com o vazio e o vazio nada pode ocupar, nem mesmos as linhas desse texto. O branco é tão vazio que tem o prazer de compartilhar essa sensação com aqueles que o tem, mesmo sem o convidar. ´'Quando dá branco' é o vazio que toma conta de
minha mente e me faz ficar sem pensar.

Como irei escrever se os pensamentos não querem nem se manifestar? O branco tira a força dos pensamentos geradores de palavras. Quando inventarem um remédio para isso, serei um dos seus viciados.

E a historia que estava escrevendo nem sei mais sobre o que era. Poderia ser sobre a guerra mundial bem como um forte vendaval.

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[Aprendiz de Escritor] Nessa coluna, escrevo sobre a minha luta para escrever, aqui você acompanhará: pensamentos, frustrações, dilemas, exercícios e outras diversas coisas sobre a minha 'arte' de tentar escrever.

sábado, 11 de junho de 2011

“Você roubou minha vida de mim..”


Escuto um choro no canto do refeitório. Uma colega de serviço está chorando, o amor parece que não foi favorável. Atirada sobre a cadeira, parecendo agonizar, fala ao celular com aquele, que muitas vezes queria falar; mas que agora não queria nem escutar. Consigo ouvir as ultimas palavras que parecem não ser de um dialogo tão amável assim, “... Você roubou minha vida de mim...”

A desilusão dela é que todos os namorados que ela teve a roubaram dela mesma. Ela se pergunta por que ele fez isso com ela, e se auto-critica dizendo ser tola de não ter percebido que ele havia roubado dela mesma.

Escutando tudo isso e sem palavras para consolar o coração dela, que por sinal foi deixado aos pedaços por um relacionamento que era para ser perfeito, mas acabou sendo uma tragédia, comecei a pensar sobre a expressão “você me roubou de mim.”

Pensando cheguei a seguinte conclusão:

Ninguém consegue roubar a minha pessoa de mim mesmo, o único meio de uma pessoa me ter é se eu me entrego a ela, mas no momento da dor, queremos culpar o outro pela dor sofrida. Queremos achar um culpado de o sonho de um namoro perfeito não ter dado certo. E além de colocar a culpa no outro ainda vamos mais longe, o chamando de ladrão de corações.

Se minha esposa tem meu coração foi por que eu entreguei a ela, eu confiei nela e quis repartir o que é mais especial para mim, minha própria vida. Estou sempre dando a minha vida para que ninguém possa roubá-la de mim.


Anderson Menger

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#FakesdoAmor é uma serie de textos escritos falando sobre algumas mentiras que acreditamos referentes ao amor, desmistificando o amor!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Não quero um best-seller [Aprendiz de escritor #3]



Não quero escrever um best-seller. Quero apenas escrever, por necessidade, não atrás de um sucesso. Claro que o desejo de quem escreve é ter pessoas que lêem seus escritos, mas também quero escrever para mim.


Hoje li um artigo que dava alguns conselhos para tornar seu livro em um best-seller. Na realidade sugeriu alguns conselhos para transformar seu livro em um grande sucesso.


Primeiramente sugeria que devemos escrever um romance como o mercado quer; mas o meu romance não quer saber da opinião do mercado, na realidade ele nem me disse nada sobre isso, perguntei a ele, e ele ficou quieto, percebi então que estava me deixando tomar a decisão de como o usaria.


Também dizia que deveríamos usar na trama um mundo estranho e excêntrico, mas existe um mundo mais estranho e excêntrico como o nosso? Existem seres no universo mais complexas que nós? Parafraseando C. S. Lewis: ' Tomara que o homem não se espalhe para o resto do universo, senão traria a destruição para o tal'. Quero relatar a vida nesse planeta chamado terra. Mas quem sabe um dia não escrevo sobre o lindo planeta Júpiter?


E ainda o artigo usava um termo que concordo sorte, para você ter seu livro na lista de best-sellers você precisa de sorte; e é por isso mesmo que nunca iria escrever tentando ser um escritor de best-sellers, nem para rifa de escola infantil tenho sorte, imagina para tornar um livro meu em best-seller, seria como ganhar na loteria.


Então quero escrever sem me preocupar se o mercado editorial vai gostar do que escrevo, ou vai detestar minhas idéias malucas colocadas em um texto. Quero escrever sem precisar me preocupar com a lucratividade que as palavras podem me trazer.


Quero escrever por paixão, por necessidade e por obrigação de partilhar as idéias, os sentimentos e as loucuras da minha mente. Convido a você a escrever, e com toda certeza aqui sempre terás um leitor ávido, por textos escritos atrás das cortinas do anonimato.


Anderson Menger

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[Aprendiz de Escritor] Nessa coluna, escrevo sobre a minha luta para escrever, aqui você acompanhará: pensamentos, frustrações, dilemas, exercícios e outras diversas coisas sobre a minha 'arte' de tentar escrever.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sou obrigado a escrever [Aprendiz de escritor #2]


Tudo que se faz por obrigação dizem ser dolorido e difícil. A obrigação não dá uma segunda alternativa, não deixa para depois; ao contrario da necessidade, que você pode sentir agora, mas pode escolher não satisfazê-la, a obrigação leva você até um nível de sufocamento que impede você de tomar outra decisão.

É assim, todos os dias quando acordo pensando em não pensar em nada. Sabe aquele dia que você quer deixar a ociosidade tomar conta de você, e simplesmente existir? Todo dia é um dia igual a esse. Mas o incrível é que um minuto após esse sentimento, o peso da obrigação cai sempre e novamente sobre mim.

Após o banho, na minha arrumação matinal fico a pensar e tentando trazer a mente algo que poderia escrever, mas nada vem, a não ser um grande espaço em branco. Penso "vou deixar para mais tarde"; faço minha oração e sigo o caminho do trabalho. Na minha via crucis matutina, na realidade trinta minutos de caminha á um passo acelerado, minha mente volta se a lembrar da minha obrigação, escrever, então tento formular algo para escrever, tanto trazer criatividade a minha mente, mas nada parece se conectar.

As letras não se conectam com as outras para formar as palavras, muito menos as palavras se juntam com as outras para se tronarem orações; oração deve ser isso que devo fazer. Então peço ajuda aos céus, mas a resposta não aparece, apenas vejo e penso as mesmas coisas de sempre.

Quando percebo é o fim de minha caminhada, o computador a minha frente abro o Word para tentar escrever e novamente nada. Então tento ler alguma noticia, ouvir um comentário, algo que me inspire a escrever, mas nada aparece.

Procuro então meu celular, para me distrair, penso em ligar para uns amigos, e após três ligações que duraram ao total uns trinta minutos, resolvo voltar ao computador e ver se sai alguma coisa. O nível de impaciência está cada minuto mais alto, não sabendo o que escrever, por me sentir obrigado, coloco somente o titulo do texto.
Sou obrigado a escrever.

E a crônica que falo sobre meu dilema para escrever se torna algo que você acabou de ler.

Anderson Menger
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[Aprendiz de Escritor] Nessa coluna, escrevo sobre a minha luta para escrever, aqui você acompanhará: pensamentos, frustrações, dilemas, exercícios e outras diversas coisas sobre a minha 'arte' de tentar escrever.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Aprendiz de Escritor #1



Todo menino hoje tem e na minha época tinha o sonho de ser jogador de futebol, e isso não foi diferente de mim, pegava a bola todos os dias e ela se tornava a minha companheira por no mínimo umas duas horas, mas por mais que treinasse e me exercitasse as qualidades de um bom futebol nunca fluíam.

Pensei que devia me esforçar mais, treinar mais; até que um dia um pensamento me assolou, e “se eu não tivesse o DNA de um jogador”, o meu mundo veio abaixo pensei que era o meu fim, mas graças aos livros era apenas o começo.

Na minha casa não havia tv, por decisão dos meus pais, o que me tornou um amante de literatura, de todos os tipos, desde geopolítica até romances consagrados. Lia de tudo, a curiosidade para saber o que aconteceria me fazia devorar um livro por dia, e mesmo quando deitava na cama, só conseguia dormir após o fim; por intermédio desses livros, me assolou um desejo que sentia já ter sido meu, ser um escritor.

Então comecei a tentar a escrever, e pelo visto é o que faço até hoje, mas as palavras de apoio não foram tão boas assim, minha gramática era horrível, continua um pouco ruim, provavelmente você já encontrou uns dez erros até agora e não se preocupe ainda tem mais, então desmotivado por mais essa falta de talento, me arrisquei a ser um mero leitor, pensando que um dia poderia receber o talento de um escritor ao ler um livro.

Mas o sonho não se afogou no mar dos sem talentos, lá dentro ele continuou vivo, diferentemente do sonho de ser um jogador de futebol, ele se abraçou com outros sonhos sobreviventes e agora está querendo pisar em terra firme.

O sonho sobrevivente de ser um escritor caminha de volta para se tornar autor de sua própria história, nesses dias o desejo de escrever tem me levado a pensar que escrever é mais que um talento é uma necessidade de expressão do meu ‘eu’, da minha alma. Então escreverei, não por querer ser famoso com que escrevo, mas sim para o sossego do meu coração.

Hoje escrevo por querer ser escritor, a começar pela minha história, por querer cultivar uma arte. Compreendi que para cultivar uma arte não precisa ter talento, sim ter disposição, porque se necessitasse de talento, nossos campinhos de futebol estariam vazios.

Eu sou um aprendiz de escritor, que preferi as palavras a uma bola, preferi ariscar a me descrever, do que nunca escrever, que corre atrás das palavras para que elas o alcancem, a tentar juntar palavras para que se transformem em textos, que não precisam ser tão belos, mas apenas descrever o que se passa nesse aprendiz de escritor.


Anderson Menger

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Aprendiz de escritor - é uma serie de crônicas, referentes a minha tentativa de escrever.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

‘Eu’, um eterno desconhecido

Eu sempre procurei me entender; sabe quando você passa horas deitado na cama pensando, “porque eu fiz aquilo?”, “porque disse aquela frase?”. Creio que todos já passaram por esse momento, mas isso não me consola.

Saber quem sou é um dos grandes mistérios da minha vida, juntamente com as perguntas “chavões” da existência, ‘de onde vim?’, ‘para onde vou?’, ‘porque estou aqui?’; que nos fazem perder noites a traz de respostas.

Mas o mistério de quem eu sou, parece se desvendar dia após dia, sendo a vida uma grande descoberta do ‘eu’ que tanto procuro conhecer. E não apenas conhecer, mas aprender a viver com ele. Entender as suas loucuras, suas fraquezas, suas bravuras e nobrezas. Mas minha tristeza é pensar que o conhecerei mesmo nos últimos dias da minha vida.

Convivo comigo, e já faz algum tempo, mas esse ‘eterno desconhecido’ vem me surpreendendo. Parece que quando digo sim, ele diz não, quando não quero, ele quer; quando penso em fazer o bem, ele está a um passo de cometer o mal.

Nesse convívio doido, percebi que usar de força para lutar contra é derrota na certa; então cada dia analiso meu companheiro desconhecido, para conquistá-lo na sua fraqueza, e me tornar o ‘eu’ que desejo.

Aos milhares de ‘eus’ desconhecidos o meu aplauso, por gerar nesse mundo um espírito de descoberta!

Anderson Menger