terça-feira, 20 de julho de 2010

Promessas




Prometi para mim mesmo que escreveria no mínimo uma vez por dia, isso faz uns trinta dias, no primeiro dia de promessa me empolguei escrevi dois textos e os publiquei em meu blog, no segundo escrevi mais um texto, no terceiro lutei para escrever três parágrafos, e no quarto nem consegui completar os cento e quarenta caracteres do twitter. Venho nesse dilema de querer e não conseguir cumprir a promessa feita a mim mesmo.

Não sei o que falta se é inspiração, criatividade ou até força de vontade. Falta de força de vontade não é, pois todo dia sento na frente do computador e começo aquele gostoso ritual, a começar pelo estabilizador e terminar por aquele documento em branco de Word 2007 em minha frente, digito poucas palavras, mas logo desisto desse processo e no X logo clico.

E assim vivo meus dias de desilusões próprias, de promessas não cumpridas. Ao escrever aqui esse texto começam a borbulhar em minha mente promessas que fiz e não cumpri nem a mim nem aqueles ao qual prometi. Me recordo como se fosse hoje, de um dia me despedindo da minha avó que morava no interior, respondendo afirmativamente ao pedido dela de ir mais a sua casa para conversarmos. Mas na correria do dia-a-dia os messes se passaram, e esquecendo fui da minha promessa, quando dela lembrei já era tarde no esquife já estava.

Quando realizamos uma promessa há euforia, quando lembramos que não a realizamos há melancolia! Por isso tomei uma posição, prometer o mínimo possível para que possa viver sem a tristeza de não ter realizado aquilo prometi!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Amor


Palavra conhecida por todos, mas vivida por poucos. Todos o desejam, mas, poucos o têm!

Mulheres sonham com o dia que o encontrão, outras crêem que não mais o encontrarão; amor que está próximo, coadjuvante se torna na vida real. Quando o amor é coadjuvante rebaixado é de ator principal, passou para coadjuvante e o seu triste final será figurante. O amor figurante deixa de ser amor, e passa ser lembrança do sentimento que já se foi, do calor que se esfriou.

O amor figurante é fake, falso. O verdadeiro amor não consegue viver nas travessas do anonimato. O amor principal vive o seu êxtase nos anônimos, naqueles que não são lembrados, que são figurantes de um filme onde ele é o ator principal; mas o amor figurante vive apenas nas idéias daquele e/ou daquela que se acha o principal.

Amor é ação, bem como reação. A pessoa que ama reage, não fica paralisada. O amor é drama, é dor, é sofrer, por isso muitos preferem apenas a lembrança dele. O amor é comédia, onde o feio se torna bonito, onde o chato passa a ser comunicativo, onde a tristeza dá lugar para alegria. O amor é romance, ligação de duas pessoas buscando descobrir junto algo que as une; é ficar bobo mesmo sendo centrado, é ser adolescentes mesmo com os cabelos brancos ou até sem eles; é compromisso, é respeito e amizade.

O amor é ação, é drama, é comédia e é romance. Mas a falta dele é o terror!

Anderson Menger

[Quer falar comigo -> andermenger@ig.com.br]

sábado, 26 de junho de 2010

O que esperar?

O que esperar de uma sociedade que vive alucinada na sua competitividade?

O que esperar de pessoas que vivem como se fossem as únicas no mundo?

O que esperar de instituições que em sua originalidade eram para o bem social e se tornaram empresas capitalistas?

O que esperar de um governo que era para promover justiça, mas produz injustiça e impunidade?

O que esperar daqueles que eram para promover a paz, mas seus corações são maldosos?

O que esperar de religiosos, que não cumpre a sua religião, de ajudar o próximo?

O que esperar do amanhã se não estou conseguindo nem suportar o hoje?

Esperar muitas vezes é crer no imaginável, é sonhar acordado, é viver!