domingo, 31 de janeiro de 2016

Casamento não é para malandro


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(PINTURA DE EDMUND BLAIR LEIGHTON)

Em meio a uma cerimônia de casamento meu sogro saiu com uma pérola: “casamento não é coisa para malandro, casamento dá trabalho e malandro não gosta de trabalho. ”

Casamento é sinônimo de trabalho, casamento é esforço, casamento é dedicação, casamento é uma guerra não contra nosso cônjuge mas junto dele.

No dia-a-dia lutamos para que possamos permanecer, permanecer juntos. Para fazermos nosso amor permanecer.

Trabalhamos para juntos alcançar a felicidade, para dela desfrutarmos.

Casamento requer compromisso, malandro não tem compromisso.

Malandro é um ser egoísta, não é altruísta. O malandro procura a própria satisfação enquanto no casamento exige-se que você satisfaça o outro.

Compromisso não está no vocabulário do malandro, no seu vocabulário só há suas necessidades.

O malandro nunca aprendeu a conjugar na terceira pessoal do plural, para ele só existe a primeira pessoa do singular: o eu.

A malandragem pode até ter parceria, mas nunca experimentara o poder da aliança, e é a aliança entre duas pessoas que se amam, que as fazem permanecer juntas.  Manter a aliança dá trabalho.

Mas é nas consequências que vimos quem realmente, acertou o malandro ou o legitimo esposo.

O malandro termina só. O malandro faz muito mais festa, mas a verdadeira felicidade sempre é do casado. O malandro troca de parceira, quando aquela que está com ele, não o satisfaz, ou se ele conseguiu algo a mais.

O malandro se gaba da sua infidelidade, o que é seu orgulho, se tornará sua infelicidade.


Termino parafraseando Leon Tolstói: o verdadeiro conhecedor das mulheres, é aquele que conheceu a sua, e viveu somente para ela.

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